ARTIGOS

B-Link Securitizadora: Chega ao fim o recesso parlamentar e as atenções se voltam para a formação das mesas diretoras.

31/01/2019

{"data":[{"type":"text","data":{"text":"

Chegamos ao final do primeiro mês do ano de 2019, que quando se iniciou há 31 dias atrás, estava repleto de esperança e otimismo em se ter um Brasil melhor, e que, infelizmente, se encerra marcado por mais uma tragédia ocorrida em Minas Gerais e com o noticiário repercutindo notícias do Brasil de sempre, como a tão falada corrupção, o descaso das autoridades, a morosidade nas votações de deputados para ajustar as leis e na dificuldade em punir, com rigor, os culpados. Medidas essas que certamente ajudariam a minimizar novas tragédias como a que vimos em Brumadinho.

 

Neste dia 31, o dólar comercial operou em queda enquanto a Bolsa fechou o último pregão em alta. A moeda norte-americana encerrou o dia valendo R$ 3,66 (queda de 1,77%) enquanto o Ibovespa avançou 0,70% (97.670 pontos) com o índice sendo impulsionado pela alta nas ações da Vale que seguem se beneficiando do anúncio de um plano de ação que contempla gastos de R$ 5 bilhões e corte de 10% na previsão de produção anual de ferro. Embora as dúvidas sobre potenciais processos judiciais permaneçam, o anúncio ajuda a reduzir as incertezas em relação ao impacto na produção de curto e médio prazo.

 

Também ajuda na queda do dólar frente ao real a decisão do FED (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) de manter a taxa de juros entre 2,25% e 2,50% ao ano inalterada em reunião realizada ontem. O banco também sinalizou que será “paciente” com relação a novos aumentos. O mercado aguarda ainda o desfecho das negociações comerciais entre as autoridades dos Estados Unidos e da China, que, desde ontem estão reunidas para tentar resolver o impasse entre as duas maiores economias mundiais.

 

O mercado local também acompanha o fim do recesso parlamentar e a formação das mesas diretoras de cada casa do Congresso, quando o governo poderá começar a avançar com a pauta da sua agenda econômica. A sensação inicial é de que o Brasil tem um novo Congresso, mas com a mesma cara de sempre, com Rodrigo Maia sendo apontado como o favorito na Câmara e Renan Calheiros podendo chegar pela quinta vez à presidência do Senado. Por mais incrível que isso possa parecer, talvez essa seja uma boa notícia para o governo de Jair Bolsonaro, que se vê em uma situação política complicada, com as suspeitas sobre as movimentações financeiras de seu filho, Flávio Bolsonaro.

 

As urnas, na última eleição, apontaram para uma renovação e pela rejeição a velha política, mas as duas casas caminham para ter a mesma cara de sempre no seu comando. Se forem eleitos, Maia e Renan trazem para a mesa de discussões a experiência de negociação política necessária para aprovar propostas importantes para o governo como as reformas previdenciária e tributária. Experiência política é exatamente o que falta ao governo neste momento. Afinal de conas, até agora, a articulação política do Planalto segue complicada, incapaz de influir no jogo do Parlamento. E ainda mais, Renan pode até “matar no peito” a eventual pressão que Flávio Bolsonaro poderá sofrer no Senado e que pode respingar no próprio governo. Já com Rodrigo Maia, que conseguiu organizar uma poderosa frente partidária em torno da sua candidatura à reeleição, por ser um grande defensor da reforma da Previdência, sua eleição se torna o melhor trunfo no Congresso para o Planalto.

 

Não é preciso repetir a importância que mercado e investidores dão a aprovação dessa medida e a perspectiva de sua votação tem empurrado a Bolsa de Valores a bater recordes de alta. A conclusão hoje para o Planalto e para a economia brasileira, acaba sendo insignificante que Maia seja um representante da velha política diante da perspectiva positiva que sua reeleição traz para a reforma. E não custa lembrar que essa votação é complicadíssima. O tema causa polêmica e desgaste político para os parlamentares além da pressão vinda de diversas categorias, principalmente hoje, a dos militares.

 

Neste último dia de janeiro, também tivemos a divulgação pelo IBGE do nível do desemprego no Brasil que apontaram que o índice quase dobrou em 4 anos e atinge hoje 12,8 milhões de pessoas. Lembramos que em 2014 eram 6,7 milhões de brasileiros fora do mercado de trabalho e que agora saltamos para mais de 12 milhões ao final de 2018. No ano passado, a taxa média de desocupação foi de 12,3%, o que representou queda de 0,4 ponto percentual em relação à de 2017 (12,7%). A redução de 2018 interrompeu a trajetória de crescimento anual no número de desempregados desde 2015.

 

2018 mostrou uma pequena melhora na tendência da amostra, principalmente com vagas criadas no último trimestre do ano, o que nos ajuda a manter o otimismo para 2019 com o novo governo de Jair Bolsonaro. Como descrito acima, os analistas da B-Link Securitizadora acreditam que os novos parlamentares devem conseguir avançar nas discussões e aprovações das reformas e isso deve trazer ainda mais otimismo aos mercados e recuperar a confiança do empresariado e dos consumidores. Vale acompanhar todos esses movimentos e preparar a sua empresa para atender um potencial aumento de demanda. Conte com a B-Link Securitizadora para reforçar o caixa da sua empresa e se prepare para um novo Brasil, que deve voltar a ter níveis mais satisfatórios de crescimento.

 

Fale com um de nossos analistas e tenha um parceiro ágil e confiável para auxiliá-lo no dia a dia da sua empresa.

 

B-Link Securitizadora: Conectando Valores, Viabilizando Negócios!

 

","format":"html"}}]}

NOTÍCIAS

Mais Lidas