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B-Link Securitizadora: Com stress Amazônico e popularidade em queda, Governo tem que buscar um caminho para acelerar as reformas!

27/08/2019

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Mesmo com o noticiário político conturbado, o Ibovespa consegue operar no positivo, com o índice local sendo impulsionado pelo bom desempenho das bolsas estrangeiras, que animaram após o Conselho de Estado da china anunciar que está considerando mitigar e até remover as restrições às importações de automóveis para impulsionar o consumo interno. Os chineses ainda disseram que facilitarão o crédito para compras de veículos com energia limpa e eletrodomésticos inteligentes. Às 13:52h, o principal índice da bolsa subia 0,47% valendo 96.880 pontos. Já o dólar comercial continua ganhando força frente ao real e é negociado nesta tarde a R$ 4,15, após alcançar a cotação máxima de R$ 4,17. A moeda norte-americana reflete o aumento da confiança do consumidor nos Estados Unidos, que subiu para 135,1 pontos em agosto, ante a expectativa de 129 pontos pelo consenso dos analistas. Com isso, caem as expectativas de uma recessão nos EUA, o que por sua vez dá força à política cautelosa do FED, que não dá sinais de querer cortar juros para estimular a economia do país, mantendo os títulos do Tesouro norte-americano com as rentabilidades atuais, diminuindo a atratividade de ações de empresas de países emergentes.

 

Já no Brasil, estão mantidas as apostas em corte da Selic até o fim do ano, porém, já há profissionais que admitem o risco de a escalada da moeda americana comprometer o plano do Banco Central. Em audiência no Senado, nesta manhã, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que o real não tem tido movimento atípico em relação a moedas emergentes. “Sempre que entendemos que há problema de liquidez, fazemos intervenções para suprir esse gap de liquidez”, afirmou.

 

Do lado político, as atenções continuam voltadas pelo potencial desgaste do presidente Jair Bolsonaro após a questão da Amazônia, entre outras, e preocupações com a situação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), além do foco no andamento da reforma da Previdência, cujo relatório da proposta foi entregue ao Senado e que, segundos fontes, a economia fiscal deve ser reduzida em relação ao esperado anteriormente.

 

O presidente Jair Bolsonaro e sua equipe, estão tendo que focar todos os esforços para minimizar os impactos negativos que a questão da Amazônia tem apresentado tanto no Brasil, mas principalmente mundo afora, exatamente em um momento delicado de sua popularidade, já que pesquisa recente apontou um aumento na reprovação de seu governo, saindo de 19% em fevereiro e alcançando agora 39,5% de desaprovação ao seu governo, segundo pesquisa divulgada pela CNT/MDA. A reprovação ao desempenho pessoal de Bolsonaro também cresceu no período de 53,7% em agosto, ante 28,2% em fevereiro. Já a taxa de aprovação do mandatário recuou de 57,5% para 41% no mesmo período. O estudo apontou que as áreas que o governo está se saindo melhor são no combate à corrupção (31,3%), segurança (20,8%) e redução de cargos e ministérios (18,5%). Já a área com a pior avaliação, em que os entrevistados declararam sua insatisfação, foi a saúde (30,6%).

 

Essas situações não vêm ajudando em nada a tão esperada retomada do crescimento do PIB brasileiro. O país coleciona um rosário de preocupações na economia que travam essa retomada dos negócios e a recuperação do emprego. Hoje o país tem mais de 12 milhões de pessoas desempregadas. Mesmo com reformas da Previdência e Tributária em andamento, e o cenário político interno relativamente controlado, a situação global se complica. A guerra comercial entre os EUA e China, apesar da pequena trégua, parece longe de se chegar a uma solução, e recentes dados do gigante asiático mostram que a sua economia está desacelerando, aumentando os temores de um contágio em toda a economia mundial. A Alemanha por exemplo, flerta com uma recessão técnica. O mesmo fantasma que aflige os alemães passou perto do Brasil, mas já foi afastado pelo Governo, que projeta uma alta, ainda que modesta, do resultado do PIB do segundo trimestre deste ano, que será divulgado no próximo dia 29. Segundo o Ministério da Economia, a alta pode ver entre 0,2% e 0,3%, lembrando que no primeiro trimestre o PIB recuou 0,2%.

 

Por ora, o temor da crise global estimulou a fuga de capitais da bolsa brasileira. De janeiro até o dia 15 de agosto já haviam saído 19 bilhões de reais de investidores estrangeiros, o maior volume desde 1996. Para além dos temores nos países desenvolvidos, há problemas domésticos e na vizinhança que teriam poder para contagiar o Brasil. A já debilitada economia argentina, o parceiro comercial mais importante do Brasil na região, após os resultados das eleições primárias.

 

Internamente também, a cautela das empresas em investir dificulta a retomada. “A Previdência não erou um tsunami de investimentos no Brasil, embora fosse essa a narrativa”, segundo o analista Thiago de Aragão. Aragão aponta a necessidade de micro reformas para destravar investimentos.

 

Nesse ambiente, que o empresariado tem que tomar decisões e buscar alternativas para continuar produzindo e gerando emprego e renda. Desafio constante na busca por melhores preços e soluções para melhorar a rentabilidade.

 

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