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B-Link Securitizadora: Futuro nas mãos de Maia e Alcolumbre!

07/02/2019

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Estamos nos aproximando do final de mais uma semana, restando menos de um mês para o início do feriado de carnaval, com os noticiários ainda repercutindo a tragédia de Brumadinho e com os analistas debatendo os prós e contras que o governo de Jair Bolsonaro pode ter após a vitória de Rodrigo Maia para continuar sendo o presidente da Câmara dos Deputados e de Davi Alcolumbre para assumir a principal cadeira do Senado após um sessão muito tumultuada, recheada de acusações e que teve que ser suspensa e reiniciada apenas no dia seguinte. Cenas de um novo velho Brasil!!

 

Mas, como o show tem que continuar, os dois novos mandatários do Congresso Nacional, pelo menos no discurso, se esforçaram em dizer que vão focar os trabalhos para colocar em debate os tópicos para as tão esperadas reformas, com prioridade para a reforma da previdência. Enquanto o discurso não está alinhado com a prática, o governo vem sinalizando que enviará para apreciação das casas uma nova proposta completamente diferente da anterior, fazendo com que o mercado mudasse o tom otimista visto nas últimas semanas e demonstrando (e precificando) maior preocupação com o tema, dado que tal decisão deve provocar um atraso ainda maior na apreciação do tema. No pregão desta última quarta-feira (06), o IBOV e o dólar passaram por forte correção, com o principal índice da bolsa brasileira recuando 2,50% e voltando a ficar abaixo dos 95 mil pontos e a moeda norte-americana sendo negociada acima dos R$ 3,70.

 

O mercado demonstra certo descontentamento com a decisão do governo de não aproveitar o projeto iniciado por Temer. “O processo vai começar tudo de novo. Havia expectativa de que a reforma da Previdência poderia ser votada ainda em abril, o que blindava os ativos locais da volatilidade no exterior e risco de surpresas na cena local, mas o que parece é que essa chance morreu” diz um analista de mercado.

 

Líder do terceiro maior partido da Câmara, com 38 deputados, Arthur Lira afirmou que, nas condições de hoje, a casa não votará a reforma da previdência nem no primeiro semestre deste ano. “Como é que, se você não tem base nem calendário, vai votar um projeto como esse em dois meses?”, questionou. Por outro lado, o novo calendário para a reforma pode ter um lado positivo a ser avaliado, dado que a proposta que deve ser apresentada tende a ser mais robusta. Segundo o governo vem sinalizando, a nova proposta vai resolver o problema fiscal por mais de dez anos.

 

Também colabora contra o mercado, principalmente de países emergentes, o cenário externo. Donald Trump, em seu discurso sobre o Estado da União na noite da última terça-feira na Câmara dos Representantes, renovou seu pedido por um muro na fronteira sul dos EUA, mas sem repetir suas recentes ameaças de declarar uma emergência e agir unilateralmente. A insistência de Trump em construir o muro na fronteira com o México também aumenta o nível de preocupação, porque mantém no radar a possibilidade de um novo shutdown (paralisação dos serviços federais nos EUA)

 

Diante desse ambiente, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira manter a taxa básica de juros (Selic) em 6,5% ao no. É a sétima reunião seguida em que os juros são mantidos nesse nível. Em março de 2018, houve queda de 6,75% para os atuais 6,5% ao ano, taxa que vem sendo mantida em todas as últimas reuniões. Com isso, a Selic continua em seu menor nível desde que o Copom foi criado, em 1996. A decisão, que foi unânime, foi a primeira do Copom no comando do atual presidente Jair Bolsonaro, mas o BC ainda está sob a direção de Ilan Goldfajn, que foi indicado pelo ex-presidente Michel Temer, já que o nome de Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro para chefiar o BC, ainda precisa ser aprovado pelo Senado para que ele possa assumir o cargo, o que deve ocorrer até o final de Março.

 

Em comunicado divulgado após a decisão, o BC indicou uma redução no risco de avanço da inflação neste ano. “O Comitê avalia que, desde o último Copom, especialmente quanto ao cenário externo, houve arrefecimento dos riscos inflacionários”, disse a entidade. No documento, o BC manteve a projeção de inflação para 2019 pelo cenário de mercado a 3,9%, mesmo patamar visto no Relatório Trimestral de Inflação de dezembro. Para 2020, a estimativa subiu agora para 3,8%, contra 3,6% de antes.

 

Mesmo com a Selic se mantendo nos níveis mais baixos da história, os juros cobrados pelos bancos, principalmente os do cheque especial e dos juros rotativos do cartão de crédito, ainda rondam os 300% ao ano, estrangulando ainda mais o orçamento das famílias brasileiras.

 

Como se isso já não bastasse, mal o ano começou e os brasileiros já pagaram R$ 300 bilhões em impostos, marca atingida nesta quinta-feira (7), segundo dados do Impostômetro da ACSP (Associação Comercial de São Paulo). De acordo com a ACSP, a marca foi alcançada três dias antes do registrado no ao passado, quando o mesmo montante de R$ 300 bilhões foi atingido em 10 de fevereiro.

 

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