B-Link Securitizadora: Mercados em queda contaminados pelo novo vírus e crise entre Arábia Saudita e Rússia!
10/03/2020

{"data":[{"type":"text","data":{"text":"
O Brasil enfrentou na data de ontem (09/03/2020) a pior queda diária na Bolsa registrada neste século, assustando investidores, mas principalmente, trazendo muitas perguntas e incertezas para a população em geral, que passou o dia se questionando sobre o real impacto desse acontecimento em suas vidas. A Bolsa de Valores teve suas negociações suspensas logo na abertura, após atingir 10% de queda e acionar seu mecanismo de segurança, conhecido como circuit breaker, encerrando o dia com queda de 12,17%, aos pouco mais de 86 mil pontos. A moeda norte americana, mesmo com as intervenções do Banco Central do Brasil, continuou ganhando força frente ao Real e encerrou o dia em alta de 2,03% sendo negociada a R$ 4,73.
Mas o que levou o pânico generalizado aos mercados mundiais? Os analistas da B-Link Securitizadora S/A apontam abaixo alguns dos principais fatores que ajudam a explicar um pouco do ocorrido e seus efeitos na economia.
As preocupações se iniciaram com a epidemia do atual coronavírus na China, país até o momento mais afetado pela doença, que se viu obrigado a manter cidades sob quarentena e instituir o fechamento de empresas, medida que acabou afetando os parceiros da segunda maior economia mundial, dado uma redução drástica no volume de comércio exterior de e para a China. Vale lembrar que o país asiático compra petróleo, soja e minério de ferro do Brasil e exporta produtos, peças e equipamentos eletrônicos para que empresas locais montem seus produtos. A paralisação/redução das atividades chinesas trará um impacto significativo na produção e venda das empresas, que dependendo do tempo que isso durar, serão obrigadas a reduzir custos e empregos.
Os efeitos da disseminação da doença já não estão mais restritos àqueles causados pela desaceleração chinesa. Vimos o novo vírus se espalhar mundo afora nas últimas semanas, chegando a todos os continentes, ameaçando uma desaceleração do crescimento econômico mundial, fechamento e redução de lucros de empresas, suspensão de viagens e cancelamento de grandes eventos. Nos USA, por exemplo, o festival de inovação e cultura SXSW que acontece desde 1987, foi cancelado pela primeira vez. Dados os efeitos esperados na produção e na receita das empresas, economistas já começaram a revisar suas projeções para o crescimento mundial neste ano. A OCDE, conhecida como “clube dos países ricos”, anunciou na semana passada que a economia global pode crescer na taxa mais baixa desde 2009.
Diante da expectativa de que o mundo cresça menos, a disposição dos investidores e empresas para gastar também diminui. Quem vai investir nesse mundo de incertezas? Tudo o que estava previsto de investimento empresarial certamente será revisto dado a expectativa de contração econômica. Sem produção, aumenta-se o risco de demissões, que reduzem o consumo e gera recessão.
Todos esses fatores geram impacto direto nos mercados financeiros. Em um cenário de incerteza global, os investidores querem fugir de aplicações que geram risco, reduzindo as posições, principalmente em países emergentes e migrem os recursos para ativos mais seguros como ouro e dólar. O grande canal de impacto no Brasil é a taxa de câmbio, porque ela absorve todo o efeito desse choque externo. Em um cenário de menor crescimento econômico e menor faturamento das empresas, as pessoas demandam mais moeda ou ativos de segurança.
Somado a todos os fatores descritos acima, tivemos como novidade no último final de semana, a decisão da Arábia Saudita em aumentar substancialmente sua produção e começar a oferecer em certos mercados descontos de até 20% nos preços do petróleo bruto, o que fez com que o preço da commodity registrasse uma forte queda. A decisão da Arábia Saudita foi o primeiro passo de uma declarada guerra de preços com a Rússia, que segundo analistas, pode se arrastar por um bom tempo ainda. Essa ação fez com o que a ação da Petrobras despencasse na Bolsa e a empresa perdesse quase 1/3 do seu valor de mercado.
Temos alguma perspectiva de melhora à frente? É difícil definir qual notícia poderia, neste momento, melhorar o ambiente dos mercados. Precisaríamos de um sinal muito claro de que o vírus parou de se espalhar, que é o primeiro passo para dizer que os prejuízos serão interrompidos. As perdas não serão revertidas, mas poderia parar de piorar, reduzindo o nível de incerteza. A grande pergunta para qual ainda não temos resposta é quando isso irá acontecer. A perspectiva de curtíssimo prazo ainda é de uma piora adicional, mas uma ação coordenada dos bancos centrais, em política monetária e cambial, pode limitar isso.
E como você, empresário e cliente da B-Link Securitizadora S/A, está se preparando para enfrentar esse período de turbulência e potencial recessão? É momento de “sentar no Caixa”. Em momentos de crise, historicamente, o crédito fica mais caro e, por vezes, some, e a decisão de antecipar recebíveis para fazer Caixa deixa de ser uma questão focada apenas em preço, passando a ser uma decisão de liquidez e manutenção do negócio. Importante preparar o Caixa da sua empresa, não só para honrar seus pagamentos, pois esses vão continuar, mas porque não pensar em novas oportunidades? Crises trazem incertezas, mas também oportunidades para novos negócios e novas maneiras de fazer, visando maior eficiência e redução de custos. Faça uma análise da sua carteira de fornecedores e clientes e busque sinergias e potencial economia. Conte com a B-Link Securitizadora S/A para auxiliá-lo nessa estratégia. Converse com um de nossos analistas e vamos, juntos, adequar a melhor estrutura financeira para que a sua empresa passe por esse mar revolto sem maiores problemas.
Conte com a B-Link Securitizadora S/A e tenha um parceiro ágil e confiável na antecipação dos seus recebíveis e na busca pelas melhores soluções financeiras.
B-Link Securitizadora: Conectando Valores, Viabilizando Negócios!
","format":"html"}}]}

