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B-LInk Securitizadora: PIB de 2018 fecha em apenas 1,1%!

28/02/2019

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Ao apagar das luzes do mês de fevereiro com os brasileiros se preparando para o feriadão de carnaval, o governo divulgou que o PIB brasileiro cresceu apenas 1,1% em 2018, somando R$ 6,8 trilhões e ficando abaixo das expectativas de mercado que apontavam para um crescimento de 1,3%. Depois da boa notícia de que em 2017 o PIB ao menos voltou a ficar positivo, após dois anos consecutivos de retração, o ritmo de crescimento da economia não decolou e tampouco tem previsão de decolar no curto prazo.

 

De acordo com o IBGE, no quarto trimestre, o crescimento foi de 0,1% em comparação com o trimestre imediatamente anterior do ano passado. A alta anual leva a atividade econômica ao mesmo patamar do primeiro semestre de 2012, mas o PIB ainda se encontra 5,1% abaixo o pico alcançado no primeiro semestre de 2014. Esse número se iguala aos mesmos 1,1% do PIB de 2017, com o país não conseguindo ter um melhor desempenho de um ano para o outro. Analistas citam que efeitos pontuais, como as eleições e a greve dos caminhoneiros prejudicaram o crescimento no ano, mas também avaliam que a limitada recuperação do mercado de trabalho impediu que a atividade econômica ganhasse força.

 

O setor externo também contribuiu negativamente para o PIB brasileiro em 2018 com as importações avançando 8,5% enquanto as exportações aumentaram apenas 4,5%. Esses dados refletem basicamente o desempenho do agronegócio, que diante da safra recorde no ano de 2017, exportou bem menos em 2018. E além disso, a crise da Argentina que é um dos principais parceiros comerciais, afetou muito as exportações.

 

E o que esperar para 2019?

 

Os analistas da B-Link Securitizadora avaliam três áreas que devem ser alvo de atenção durante este ano para entender os rumos e o ritmo da economia brasileira.

 

  • Cenário Externo: a situação econômica dos outros países e a relação comercial do Brasil com eles são fatores importantes para a economia doméstica. Se a economia vai bem para os países que importam produtos brasileiros, a tendência é que eles aumentem o volume de compras e que o Brasil consiga aumentar a exportação. Além disso, quando a economia mundial está aquecida, os investidores tendem a ficar mais animados e confiantes. O Brasil tem poucos acordos comercias e ainda não está claro o caminho que o novo governo vai tomar nessa área;

  • Reforma da Previdência: apontada como um grande teste para o novo governo, todos os passos da reforma enviada semana passada ao Congresso Nacional serão acompanhados com atenção pelo mercado e pela população. Muitos economistas a veem como a principal medida para colocar as contas do governo em ordem, embora não seja a única, e apontam que é muito difícil, em qualquer lugar do mundo, aprovar mudanças nas regras de aposentadoria e pensão. Como o governo decidiu começar do zero e por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, sendo necessário a aprovação em dois turnos tanto na Câmara quanto no Senado, isso pode impactar o prazo da aprovação;

  • Investimentos: os investimentos no país reduziram em 30% durante a recente recessão. É uma queda brutal em país que já tem um nível baixo de investimento. O governo que leiloar, ainda no primeiro semestre, 24 projetos de infraestrutura, como aeroportos, terminais portuários e a ferrovia Norte-Sul. Os processos de concessão na área de infraestrutura são capazes de injetar confiança na economia, mas demoram para serem revertidos em investimentos. Isso leva tempo para ser revertido em investimentos e representar crescimento efetivamente, mas o efeito seria para o futuro, já que são investimentos de longo prazo

 

Na mesma esteira de notícias desanimadoras, o IBGE também divulgou nesta semana que a taxa de desemprego no Brasil aumentou ainda mais e atingiu 12,7 milhões de pessoas. O índice passou de 11,6%, no trimestre encerrado em dezembro de 2018 e foi para 12%, no trimestre que termina em janeiro. O desafio do emprego é muito grande. Com desemprego alto, as famílias ficam cautelosas para consumir. Também tem muito emprego informal ou por conta própria, que geralmente impede a pessoa de conseguir crédito. Com o crescimento baixo, o Banco Central será desafiado a cortar ainda mais a taxa básica de juros.

 

Vamos acompanhar o desenrolar dessas notícias e esperar que o Brasil retome o rumo do crescimento consciente e constante.

 

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B-Link Securitizadora: Conectando Valores, Viabilizando Negócios!

 

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