B-Link Securitizadora: PIB mais fraco e incertezas com Previdência colocam a prova governo Bolsonaro.
21/05/2019

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O mercado brasileiro vem vivendo dias de muita volatilidade e nervosismo nos últimos dias, com o dólar se valorizando frente ao real e operando nas máximas dos últimos meses. Na mesma esteira de incertezas, o Ibovespa veio perdendo terreno e chegando a flertar operar abaixo dos 90 mil pontos no últimos pregões. Ontem o índice se recuperou um pouco e hoje volta a ganhar um pouco de fôlego seguindo o alívio vindo do exterior, com os EUA amenizando um pouco o tom com relação a gigante de tecnologia chinesa Huawei. Também favorece um pouco o otimismo do mercado, o aceno dado pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso para a aprovação da reforma da Previdência, mesmo após ele criticar a classe política mais uma vez. Dessa forma, a leitura do mercado é de que a proposta encaminhada pelo Governo em fevereiro deve seguir firme, mas com alterações, seguindo mais em linha com o pensamento do Congresso ao invés do da equipe econômica. Na manhã desta terça-feira, o Ibovespa operava em alta de 0,68%, valendo 92.574 pontos enquanto o dólar comercial insiste em operar acima de R$ 4,10.
No mercado internacional, o governo dos Estados Unidos relaxou temporariamente restrições comerciais impostas na semana à companhia Huawei, numa decisão voltada a minimizar problemas para seus clientes. O Departamento do comércio afirmou em nota que a licença entrou em vigou na segunda-feira e vale por 90 dias. Com isso, o governo americano afirmou que isso possibilitará a manutenção de redes de negócios existentes e a realização de atualizações nos dispositivos da empresa asiática, a maior fabricante de equipamentos de telecomunicações do mundo.
No cenário local, a política continua monopolizando o noticiário e ditando o ritmo dos negócios. O presidente Jair Bolsonaro voltou a culpar ontem os parlamentares e grupos corporativistas pelos problemas de sua administração. Já o ministro Paulo Guedes, indicou ontem à iniciativa de transferir ao Congresso a responsabilidade pela decisão sobre quais programas e ações devem ser cortados ou contingenciados. Já quanto ao andamento da proposta de Reforma da Previdência, Felipe Francischini, presidente da CCJ, afirma que o mesmo deve ser votado amanhã, porém, ele disse que estranhou a fala de Bolsonaro de que o governo irá enviar ao Congresso outra proposta com o mesmo tema, assim que a Reforma da Previdência for aprovada. De acordo com o jornal Estadão, o deputado do PSL reclamou da falta de diálogo sobre quais pautas podem ganhar destaque na CCJ.
Outro destaque importante do cenário político, são as manifestações a favor do governo Bolsonaro marcadas para o próximo domingo e que, apesar do próprio presidente Jair Bolsonaro vir estimulando, os atos preocupam interlocutores mais próximos. Segundo o Estadão, ao menos 60 cidades estão com manifestações programadas e se os atos reunirem menos gente do que semana passada, quando milhares foram às ruas protestar contra o governo, essa contraofensiva a favor de Bolsonaro pode representar não um tiro no pé, mas um tira na cabeça. Muitos analistas afirmam que perder apoio das massas é algo fatal para um governo que tem no apoio popular sua arma para pressionar o Congresso. O time de Bolsonaro está dividido. Um grupo acha que o momento não é de estimular o confronto. Outro grupo, que inclui a rede bolsonarista, defende partir para o tudo ou nada.
Do lado econômico, o mercado continua reduzindo as estimativas de crescimento do PIB para 2019, segundo aponta o relatório FOCUS, divulgado ontem pelo Banco Central. É a 12ª. queda seguida na previsão do PIB neste ano.
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IPCA de 4,04% para 4,07%
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PIB de 1,45% para 1,24%
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Dólar de R$ 3,75 para R$ 3,80
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Selic estável em 6,5% aa
Os economistas das instituições financeiras elevaram a previsão de inflação para este ano, ao mesmo tempo em que reduziram a estimativa de expansão da economia em 2019. Importante salientar que no início do ano as projeções apontavam um crescimento de 2,6% para este ano. Desse modo, esse novo corte nas previsões continua seguindo a tendência iniciada após a divulgação dos dados de 2018, em 1º. de março pelo IBGE, informando que o crescimento do PIB foi de apenas 1,1%. Com isso, essa expansão modesta acabou reduzindo as expectativas para o ano de 2019.
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