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B-Link Securitizadora: Pós feriado, fala do FED e Previdência agitam os mercados!

02/05/2019

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Após o feriado nacional em celebração ao Dia do Trabalho, o mercado brasileiro retoma sua rotina de imprevisibilidade e incerteza, atento a qualquer notícia que venha do exterior ou referente a reforma da Previdência para ditar o ritmo e o rumo dos negócios. Nesta terça-feira (02) não está sendo diferente e o dólar comercial opera em alta de mais de 1% e Bolsa fica no patamar negativo. No início da tarde, a moeda norte-americana era negociada a R$ 3,965 e o Ibovespa recuava 0,84% valendo 95.451 pontos.

 

O mercado brasileiro vem reagindo basicamente as notícias que vieram dos EUA, onde o FED (banco central norte-americano) manteve a taxa de juros do país inalterada entre 2,25% e 2,5% ao ano. A decisão em si já era esperada, mas a surpresa ficou no comunicado do seu presidente, Jerome Powell, onde indicou que não devem ocorrer alterações nos juros este ano, contrariando investidores que apostavam em uma redução da taxa. Segundo Powell, apesar do mercado de trabalho na maior economia do mundo estar mais forte e o impacto na inflação mais fraco que o esperado, essa situação é temporária. Para ele, o consumo deve melhorar e a inflação voltará para a meta estabelecida, não havendo motivo para fazer mudanças na política monetária.

 

Já no mercado nacional, o mercado segue monitorando os avanços na tramitação da reforma da Previdência, atualmente na comissão da Câmara dos Deputados. Na última terça-feira, o presidente da comissão, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), afirmou que ainda “baterá o martelo” no cronograma com os demais partidos, masque pretende votar o texto na comissão em junho.

 

Como de costume no feriado do Dia do Trabalho, tivemos muitas manifestações de rua de centrais sindicais, com atos contra a Reforma da Previdência e a proposta de cortes acima do R$ 1 trilhão. Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, afirmou que os partidos do Centrão trabalham para desidratar a proposta, reduzindo à metade a economia inicialmente prevista. Paulinho disse que a discussão no Centrão é sobre a necessidade de fazer uma reforma que não garanta a reeleição do presidente Jair Bolsonaro. “R$ 800 bilhões garantem de cara a reeleição dele. Se dermos R$ 800 bilhões como disse ele, significa que nos últimos 3 anos dele na presidência, há R$ 240 bilhões ao ano para gastar.

 

Em pronunciamento na TV, Bolsonaro admitiu “dificuldades” iniciais no governo, mas que afirmou que “unidos ultrapassaremos essas dificuldades”. Bolsonaro disse saber que ainda há muito a fazer pela recuperação econômica do país. Já o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por meio do Twitter, afirmou que não tem “nenhum interesse” em entrar em conflito com Bolsonaro e que é necessário união para aprovar a reforma da Previdência.

 

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