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B-Link Securitizadora: Reforma da Previdência aprovada pelo Senado, mas com ressalvas!

02/10/2019

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O mercado brasileiro acordou repleto de incertezas, refletindo o desempenho fracos das bolsas internacionais após os Estados Unidos registrarem o pior desempenho da sua atividade industrial desde 2009. O noticiário interno também não ajuda a trazer otimismo, refletindo a decepção dos investidores com a votação da reforma da Previdência ontem em seu primeiro turno no plenário do Senado. Após o texto principal ser aprovado por 56 votos a 19, o destaque que barrava as mudanças no abono salarial foi aprovado por 42 votos a 30, tirando R$ 76 bilhões do impacto fiscal da reforma, sendo uma dura derrota para o governo. Atualmente, o trabalhador que ganha até dois salários mínimos (R$ 1.996 em 2019) tem direito ao benefício, e essa regra será mantida.

 

Os reflexos desse cenário adverso se refletem no Ibovespa, que agora pela manhã recua quase 1,50% valendo 102.500 pontos e a moeda norte americana sendo negociada a R$ 4,16, ganhando terreno contra o real.

 

Em meio a tudo isso, temos os empresários, que sonham em uma virada na indústria brasileira, para reconquistar o vigor de oito anos atrás e superar de vez essa crise longa e devastadora. Certamente teremos um longo caminho de volta. Em agosto, a produção industrial ficou 17,3% abaixo do pico alcançado em maio de 2011. Agosto foi o fundo do poço, disse no mês passado o secretário da Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida. O crescimento, acrescentou, recomeçaria em setembro. A fraqueza da indústria pode ter confirmado a primeira parte desse comentário, mas falta verificar a segunda, embora alguns sinais positivos já tenham sido notados.

 

O Brasil é um raríssimo caso de país emergente em desindustrialização. A produção industrial brasileira diminuiu 15% a partir de 2014, enquanto o resto do mundo cresceu 10%, segundo estudos comparativos citados em reportagem do Estadão. Mas a deterioração da indústria brasileira começou bem antes e já foi assinalada em 2012 pelo IBGE. Algumas caudas do declínio são facilmente identificáveis: protecionismo, estagnação do Mercosul, pouca inserção global, baixo investimento público, infraestrutura deficiente, tributação disfuncional entre outros.

 

O declínio de longo prazo, assinalado a partir de 2012, é sem dúvida atribuível a erros da administração petista. A perda de vigor na segunda metade do ano passado é explicável em boa parte pela incerteza associada às eleições e à mudança de governo. Mas o agravamento do quadro, a partir do início deste ano, reflete claramente um novo problema. O governo iniciado em janeiro tem se mostrado incapaz de atender à expectativa, como vem demonstrando várias pesquisas, de melhor desempenho da economia a partir da mudança presidencial.

 

Praticamente, durante o primeiro semestre, o novo governo simplesmente se recusou a considerar qualquer medida de estímulo à atividade. Menosprezou o desemprego de mais de 12 milhões de pessoas e só depois, e sem explicar o porquê da mudança de atitude, adotou uma iniciativa para facilitar o consumo, com a liberação de recursos de FGTS.

 

Nesse ambiente conturbado que o empresariado tem que tomar decisões e buscar alternativas para continuar produzindo e gerando emprego e renda. Desafio constante na busca por melhores preços e soluções para melhorar a rentabilidade.

 

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